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sábado, 13 de outubro de 2012

Proposta de redação: Amizade

Falar sobre amizade parece algo comum demais, pelo menos para mim. Realmente, não tem graça falar sobre isso, assunto comum e óbvio. Pessoas não sobrevivem sozinhas pelo único fato de não conseguir fazer nada sem ter uma base afinal, o que é certo e o que é errado? Se não tiver alguém para colocar ou tirar seus limites, você não faz nada. Pode até fazer, não estou tirando sua capacidade de tomar decisões e sim, mostrando que, primeiro, alguém tem que te mostrar como se faz isso.
O primeiro contado social que temos é com a família e é exatamente essas pessoas que vão dizer o certo e o errado, a cultura do ambiente o qual você fará parte e quem é você. A questão é que o tempo passa e, por mais óbvia que essa frase seja, assim como esse assunto, sabemos que é inevitavelmente necessário que nos adaptemos a isso. Sua existência torna-se meramente desconsiderada pela sociedade até você interagir socialmente com ela e, quando menos espera, está se comunicando. Comunicação gera a tal da amizade que todos falam, mas tenha cuidado. O dançar excessivo em relação a essa comunicação faz com que pessoas se tornem desnecessárias e interesseiras, o que, mesmo podendo prejudicar, faz você crescer e amadurecer perante os desafios da vida, perante os outros. A questão principal de toda essa relação com o outro é a mutualidade de se abrir,de desabafar, de contar seus problemas, seus gostos, sua vida. O ser humano necessita disso, necessita que alguém esteja ao seu lado para conversar, opinar e viver momentos juntos. Viver sozinho não tem graça e não é preciso passar por isso para saber que é algo desesperador. Queremos e precisamos de pessoas ao nosso redor nos fazendo rir, nos fazendo pensar, nos mostrando o bom da vida e compartilhando isso com mais e mais pessoas. De que seria o mundo se não a interação social? Nada. Quer dizer, pode-se considerar um planeta mudo de sete bilhões de habitantes malucos que quebram tudo e possuem um objetivo único: se matar. Deixarei você escolher, agora que sabemos que você pode fazer isso. A segurança que o amigo te passa é a mesma necessária para guardá-lo debaixo de sete chaves, assim como na “Canção da América” de Milton Nascimento, a qual concordo intensamente. Se for necessário, inevitável e sem validade, guarde-o da forma mais intensa existente, pois o amigo verdadeiro é aquele que, mesmo ausente, estará dentro da sua mente, dentro do seu coração, dentro da sua vida.

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